Como ter menos gastos no orçamento

Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um post da Vel+. Hoje vamos aprender como reduzir os gastos no orçamento.

Casada há alguns meses, tive que aprender a controlar melhor as finanças, pois agora somos uma família e disso dependerão futuras gerações. Parece pesado não é? Mas é verdade. Nossos filhos poderão se beneficiar ou não de muitas decisões que tomarmos hoje!

Eu aprendi a evitar viver em desespero financeiro a cada mês e acumular dívidas que só sufocam. São esses ensinamentos que quero aqui compartilhar convosco em forma de dicas, para lhe ajudar a reduzir os gastos no orçamento. Quem não é casado, não precisa sentir-se excluído, pois essas dicas são válidas para todos aqueles que gerem algum valor monetário.

As dicas estão alistadas tendo em consideração o tempo. Curto, Médio e Longo prazo.

Então, aqui vão as dicas a curto e médio prazo:

#1 Planeie SEMPRE seus gastos mensais

Sei que isso pode parecer chato, eu mesma reviro os olhos quando meu marido me chama para sentar e ficar em frente de uma tabela no Excel por alguns minutos – DETALHE: Eu fico aborrecida só por ditar os intens e valores. Mas cá entre nós, isso ajuda muito. Com planeamento, você tem controlo sobre seus gastos e a noção exacta de para onde vai o seu dinheiro. Chega de acusar o dinheiro de ser escorregadio e planeie. 

Dica: Coloque tudo muito bem detalhado, e estabeleça limites para gastos inesperados como taxa de levantamento, plástico no supermercado, compra de amendoim torrado na rua e etc.

Mas Velsoma, como assim? E no caso de pão ou tomate que não podem ser comprados mensalmente?

É simples. Para esses casos defina também o limite mensal e controle seus gastos. Se colocar 200MZN para pão, parcele isso em dias e não ultrapasse. Minha mãe tinha o hábito de dizer que se o leite acabasse, ela não ia comprar caso fosse antes do tempo definido; não é que ela cumpria com o que dizia? Hoje sou grata pelo ensinamento.

Volto a insistir… saiba colocar e respeitar limites. O que estraga tudo são aqueles 20, 100, 500 que são gastos do nada. Isso é válido até para lazer. Seja responsável.

#2 Livre-se do que não é necessário

Há muita coisa que é comprada pelo simples facto de estar na moda, ser chique ou puro hábito, mas não tem utilidade alguma. As indústrias exploram a vaidade do ser humano e encaixam milhões em seus bolsos por vender apenas status e não produtos necessariamente.

Alguns exemplos:

  • Produtos de limpeza específico.

Uma das piores mentiras de hoje é nos venderem vários produtos para diferentes áreas da casa. Esqueça isso. Na época dos nossos pais, casa de banho lavava-se com cinza. Na minha casa também era assim (minha mãe nunca brincou com a vida, quando lhe desse na telha, comprava Po Vim e só hahahaha), esfregávamos a banheira com cinza e detergente em pó primos, ninguém morreu por isso até hoje!

Acredita, tu não precisas desses mimimis. É melhor comprar um detergente em pó ou um “Lava Tudo” (facilmente encontrado em supermercados; caso nunca tenha visto, vá ao Baía Mall) se quiser insistir em chiquezas. Nós aplicamos isso aqui em casa, tudo fica limpo e poupamos uns bons trocados.

  • Creme e Champô diferentes para Homem e Mulher

Recentemente, eu e meu marido percebemos a “paulada” que é essa diferença. Experimentamos comprar um champô que não tinha foto de mulher nem de homem (para testar a nossa teoria, hahaha vai que eles tinham razão?), escolhemos um de Aloe Vera…e txaram, ninguém morreu até hoje; meu marido está ali com o cabelo lindo e sem caspa (que era a razão de gastar uma fortuna com champô de homem e ainda por cima anti-caspa) e eu? Continuo linda, maravilhosa e de bónus temos cerca de 500MZN a mais no bolso.

Já os negócios para colocar na pele? Ambos decidimos usar óleo de coco que é natural e simplesmente perfeito. É o que eu chamo de “driblar a indústria” hahaha.

#3 Compre produtos não-perecíveis em quantidade

Essa dica é para evitar gastos repetitivos a cada mês. Ao comprar uma grande quantidade de óleo em Janeiro, não precisarás te preocupar com ele em Fevereiro. Simples assim!

Agora vamos às dicas a longo prazo:

#4 Últimas, mas não menos importantes para ajudar a reduzir os gastos no orçamento são: Poupar, Investir e ter um Fundo de emergência.

O investimento por si só é um assunto muito extenso e será abordado em breve, mas adianto apresentar-lhe o Blog sobre ideias de negócios, onde eu falo um pouco sobre como gerar uma boa renda sem investir muito.

Então, hoje vamos focar no básico, a poupança – o conselho que já virou música. Tenha o hábito de pegar num valor, separar e simplesmente esquecer!

Uma vez, eu estava a ter aulas de habilidades financeiras e o professor perguntou: “quem pode prever que terá gripe na próxima semana”? Obviamente, em condições normais, ninguém pode. E ele ensinou-nos a poupar para evitar ter gastos não planeados. O que é bem certo. Mas, para mim, é necessário que haja poupança e um fundo de emergência.

Qual é a diferença? A poupança (que já deve ser constituída com um objectivo) não deve ser mexida até que esse objectivo seja alcançado. Lembra do que falei no post sobre emprego e independência financeira? Aprenda a pensar a longo prazo. Pergunte-se sobre onde quer estar daqui a alguns anos e sue agora para não ter que o fazer depois quando não tiver mais forças.

O fundo de emergência serve exactamente para o que o nome faz referência, emergências. Caso não apareça nenhuma, e é isso que esperamos, esse valor pode ser gasto consigo mesmo, ou usado para reforçar a poupança, o que eu recomendo que faça sempre que possível.

Isso vai ajudá-lo a ter menos gastos a longo prazo e a estar minimamente preparado. Não precisa começar com muito. Conheço uma mulher brasileira que começou a desenvolver o hábito de poupar com apenas 10 Reais. O importante é começar!

E por hoje é tudo. Espero ter ajudado.

Comente aqui as suas técnicas para reduzir gastos no orçamento. Não se esqueça de partilhar com familiares e amigos através das redes sociais clicando nos logos ao seu lado.

 

Abraços! Deus vos abençoe!

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